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Hezbollah libanês acusa EUA de impedir governo

Beirute, 18 de setembro (Prensa Latina) O Hezbollah acusou os Estados Unidos de obstruir a formação de um governo no Líbano com medidas destinadas a criar o caos, em uma declaração reproduzida hoje na mídia local.

O Partido de Deus aludiu às recentes sanções que o Departamento do Tesouro impôs a empresas e figuras políticas por supostas ligações com a Resistência Islâmica.

Com essas decisões, diz o comunicado, Washington tenta esvaziar as perspectivas da iniciativa do presidente francês Emmanuel Macron, que visa pavimentar a entrega de ajuda internacional em um momento de crise nacional.

«Os Estados Unidos continuam comprometidos em atacar o Hezbollah e seus seguidores que abusam dos recursos libaneses, enquanto o povo libanês sofre com serviços inadequados», disse o secretário do Tesouro Steven Mnuchin para justificar as medidas.

A ação congela os ativos dos EUA daqueles que foram sancionados e proíbe os cidadãos norte-americanos de negociar com eles.

Segundo o governo dos Estados Unidos, o Partido de Deus aproveita as empresas Arch Consulting e Meamar Construction para transferir dinheiro para as contas do grupo.

O anúncio das medidas indica que o Hizbulah conspirou com os ex-ministros dos transportes libaneses, Yousef Fenianos, e os ex-ministros das finanças, Ali Hassan Khalil, que também estavam na lista negra do Tesouro dos EUA.

Enquanto isso, Loyalty to the Resistance, um grupo representativo do Hezbollah no parlamento libanês, considerou essas decisões uma tentativa de impedir a instalação do próximo Executivo.

As tentativas de contar com a influência de forças estrangeiras para formar um governo visam anular o conteúdo da iniciativa francesa e quebrar as pontes de confiança no cenário nacional, disse um comunicado do bloco.

A nota alude à crítica do Secretário de Estado Mike Pompeo a Macron por se encontrar com o representante do Hezbollah, Mohammad Raad.

Mais uma vez, diz o texto, se verifica o papel negativo dos Estados Unidos, cujo objetivo é sabotar os esforços para instalar um Gabinete com o consenso dos grupos políticos libaneses.

Lealdade à Resistência enfatizou que o governo dos EUA apoia o interesse de seu aliado Israel em minar a estabilidade do Líbano, para o qual realiza todo tipo de ação para impedir a formação de um alinhamento governamental.

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